Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

MINI GLOSSÁRIO ILUSTRADO(I)

 

 

 

 

 

 

 

Abóbora- do latim ardio apopora, Nome vulgar atribuído ao fruto e toda a planta de algumas espécies e variedades dos géneros Cucúrbita e Lagenária da família das curcubitáceas, quase todas comestíveis: A. chila- planta vivaz herbácea, originária da China; A. menina- Planta anual originária da Ásia meridional; A. porqueira- Planta anual originária da Ásia meridional, com várias variedades; A abóbora cabaça ou Cabaça*. Espécie de abóbora em forma de 8. Vasilha que serve para confeccionar para sopas e doces e fazer fritos e preparar a vianda dos porcos, tanto crua e como cozida.

Abóbora
Abóbora porqueira                                             Abóbora menina
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Açude- do ár. assuddI=obstáculo, obstrução, Muro que se faz num rio ou ribeiro para dirigir as águas a um lugar mais ou menos afastado do leito por onde naturalmente corriam. De pedra e cal ou estacada de madeiras é construído transversalmente ao leito. A partir dele a água é conduzida por uma levada*, vala ou canal, para ser utilizada para accionar ao moinhos e as azenhas e nas regas. Represa de água.

         Ribeira Fria.

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Aguadouro ou Augadouro ou aguador- Vasilha de lata que tem a forma de um tronco cilindrico atravessado obliquamente, por um cabo de madeira comprido, estando a parte do cabo que atravessa a lata envolvida numa bainha cilíndrica de lata. Serve para tirar água de tanques ou de poças, mas somente com dois se consegue alimentar um bom rego de água.

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Alcatruz- do ár. alkaduz=jarro para água ou para vinho, Cada um dos vasos, de barro ou de metal, com que se tira a água da nora*. Estão ligados à roda da nora de forma que desça de boca para baixo, na primeira metade da rotação e suba cheio de água na segunda, e quando no cimo da roda se incline, entorne a água num tabuleiro disposto para a receber. Para conservação eram banhados numa calda de alcatrão e furados no fundo para esvaziar a água e não apodrecerem quando parava o engenho.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alguidar- do ár. algidâr=escudela de barro. Vaso de barro vidrado, madeira ou metal em forma de tronco de cone invertido, achatado, que serve para diversos usos domésticos, designadamente, na cozinha e na preparação dos enchidos após a matança do porco.

 

 

 

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Almotolia-  do ár. almutli, Vasilha de lata ou alumínio de forma cónica, de fundo largo e boca estreita, com um bico fino e comprido, para azeite. Azeiteira. Amotolia. Amentolia.

 

                                       

                         

 

 

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Alqueire- do ár. alkail, Medida para cereais e líquidos, de madeira ou metal. É variável de terra para terra. Em Abrantes vale 14 litros para cereais e 10 para líquidos. Antiga medida de sólidos e de líquidos, bem conhecida em Portugal, desdes os seus princípios, porém com grandes difrenças nas comarcas e concelhos. D. Pedro I mandou regular o alqueire de todo o reino pelo de Santarém, com o que cessaram, em grande parte as diferenças. Actualmente equivale a 13,8 litros. No século XII era conhecido por módio. Existiam várias espécies de alqueires: o alqueire abraçado, era aquele que era arrasado com o braço; o alqueire de braço curvado, em se arrasava com o cotovelo, que ficava com enos; e o alqueire de mão posta, que ficava comprerendiso entre o acogulado e o arrasado. ( Portugal-Diccionario Histórico, ... ; I, 1904, 335-6).

 

 

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Arado- do lat. aratu, utensílio para lavrar a terra. Charrua. É composto de três partes: O dente ou dental, o rabelho ou rabiça e o temão, timão ou tomão. Utliza-se na lavoura e é puxado por dois animais, excepcionalmente, por um, permitindo, através da mobilidade da roda, revolver a terra à profundidade desejada.

                

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Arca- Caixa grande, com tampa chata, , às vezes montada em quatro pés, construída de madeira e empregada para guardar roupas ou adornos domésticos e mais modernamente cereais, farinha, ... .Arca- Caixa grande, com tampa chata, , às vezes montada em quatro pés, construída de madeira e empregada para guardar roupas ou adornos domésticos e mais modernamente cereais, farinha, ... .

 

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Arganel ou Arganéu- cat. argannel anel de metal que se atravessa no focinho do porco para o impedir de fossar. Utensílio ligado às cordas de prender os animais para a corda não torça e parta.

 

                    

 

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Asado- Cântaro de barro com duas asas, de boca larga, destinado a guardar a água de beber e os mais pequenos para conservar o leite, para coalhar o queijo e guardar, em azeite, os queijos depois de secos e os chouriços depois de fumados. Sobre o asado da água costuma estar um pratinho chamado texto e sobre este um púcaro Qualquer pote de barro munido de duas asas laterais verticais.

                              

 

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Balança de braços- Instrumento para pesar vários produtos. Na pesagem usam-se pesos.

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Balde- Vaso de madeira ou de metal de forma quase cilíndrica para transportar água e outros usos domésticos e para tirar água dos poços com a ajuda da picota*.No arco metálico vê-se uma pequena curvatura destinada a ser articulada na ponta da varela da picota.

 

 

 

 

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Bilha- do franc. bille, vaso geralmente de barro, bojudo, de gargalo estreito. Botija*. Jarro*. Recipiente de cerâmica comum para o transporte manual e armazenamento de água. Possui uma única asa, podendo apresentar variações na altura da pança. A sua pasta permeável, mercê de uma cozedura incompleta, conserva-se húmida sem, contudo, permitir que a água se escape. A evaporação rápida operada no exterior provoca um abaixamento considerável da temperatura da água(estimado em 4 a 7 graus), relativamente à temperatura ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Bornil- Utensílio para atrelar as muares e asininos à carroça, ao arado ou à nora. Trata-se de uma peça almofadada feita de palha de centeio e de couro, que assenta no pescoço dos animais, onde assenta a canga e os cangalhos. Por detrás do bornil colocava-se uma espécie de almofada, chamada fatilho/suador.

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Cabaça- Espécie de abóbora em forma do algarismo, que serve para a alimentação humana. Depois de seca servia para os pastores levarem água.

 

 

 

Caçarola

 

 

 

Cafeteira

 

Candeia

 

 

Cantareira

 

 

 

 

 

(CONTINUA)

 

 

 

 

 

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
LEITE DE VASCONCELOS, José, Etnografia Portuguesa- Tentame de Sistematização, (Org. Por M. Viegas Guerreiro e outros). Lisboa, Imprensa Nacional- Casa da Moeda, Vol. VI, 1983, p 773; Vol V, 1982, p. 708;
DIAS, Jorge e GALHANO, F.(1986), Aparelhos de Elevar Água de Rega. Lisboa, Pub. D. Quixote, 2ª ed., p. 248.
GONÇALVES, Luís Manuel, (1992), Sardoal do Passado ao Presente. Alguns Subsídios para a sua Monografia. Sardoal, C.M. de Sardoal, p. 203.
CÂMARA MUNICIPAL LOURES, Transportes e Utensílios Agrícolas Saloios, 1900-1965. Ed. Museu Municipal de Loures, p. 48.
OLIVEIRA, Ernesto Veiga, Alfaia Agrícola Portuguesa. Lisboa, I.N.I.C., 1983.
GALANHO, Fernando, O Carro de Bois em Portugal. Lisboa, I.A. Cultura, 1973.
COELHO, F. Adolpho,
-“Estudos e Notas” in Revista d’Ethnologia e de Glottologia, Fascículos I a IV, Lisboa, 1880 e 1881.
“ Alfaia Agrícola Portuguesa” in Portugalia, Tomo I, p. 398-416 e 633-649, 1899-1903.
BRAGA, Teófilo,  O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições. Vol. I e II, Lisboa, D. Quixote, 1985 e 1986.
MATOS, Albano Mendes, “Alcaide. Uma Aldeia da Gardunha” in Revista de Estudos Políticos e Sociais, ISCSP, Lisboa, 1991/92/93, p- 341- 816.
Pinho, José, “ A Caça” in Portugalia, Tomo II, p. 84-102, 1905-1908.
CASTRO, D. Luiz de, “A Debulha no Ribatejo e Outros Pontos da Estremadura” in Portugalia, Tomo I, p. 847-848.
PEREIRA, Esteves e RODRIGUES, Guilherme, PORTUGAL- Diccionário Histórico, Chorográphico, Bibliográphico, Heráidico, Numismático e Artístico, vol.III, 1909, p 145.
 
publicado por casaspretas às 16:06
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